Infecção por Clamídia

Infecção por Clamídia

A infecção por clamídia, causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, é a doença sexualmente transmissível (DST) mais prevalente no mundo e afeta tanto homens como mulheres, podendo levar à infertilidade se não tratada.

Quando presente na mulher, a bactéria pode seguir em direção do útero, trompas e ovários e causar a doença inflamatória pélvica (DIP). A infecção prolongada por clamídia pode provocar lesão tanto nas trompas como no útero e, consequentemente, impedir a fecundação do óvulo ou que o óvulo fecundado atinja o útero, o que causaria uma gravidez ectópica.

Caso a mulher seja infectada durante a gestação, há um risco maior de aborto ou parto prematuro, e os recém-nascidos de mães com a doença podem ser infectados e apresentar complicações, como conjuntivite e pneumonia.

Além disso, as mulheres portadoras da doença podem apresentar um risco mais elevado de desenvolver câncer do colo do útero.

Já nos homens, a infecção, de modo geral, é menos grave, mas ele pode acabar infectando sua parceira. A bactéria pode causar a prostatite (inflamação da próstata), a epididimite (inflamação nos epidídimos), e a orquite (inflamação nos testículos).

A clamídia pode ser transmitida de duas formas: pela relação sexual ou de mãe para filho durante o parto. A única forma de prevenção efetiva é a utilização de preservativos em todas as relações sexuais.

Sintomas

Em muitos casos, a infecção é assintomática, um dos motivos de sua alta prevalência, portanto recomenda-se que, quando um dos parceiros manifesta a doença, o outro também procure um médico.

Os sintomas, quando se manifestam, surgem entre uma e três semanas depois do contágio, são passageiros e similares a outras doenças, portanto é importante procurar um médico sempre que observada alguma alteração suspeita. Alguns dos sintomas são:

  • Dor ao urinar ou aumento da frequência;
  • Dor abdominal;
  • Dor ou secreção retal;
  • Corrimento vaginal ou peniano;
  • Dor nos testículos e inchaço do saco escrotal.

No caso das mulheres, também pode haver dor durante a penetração ou sangramento depois do ato sexual e perda de sangue nos períodos intermenstruais.

A clamídia pode provocar a faringite, se a transmissão for por sexo oral, mas esse é um quadro incomum.

Exames e diagnóstico

Por ser, na maioria dos casos, uma doença assintomática, fazer o diagnóstico precoce também é difícil, pois as pessoas costumam procurar um médico apenas quando percebem algum problema, não de forma rotineira.

Os exames que revelam a presença da clamídia são o de urina e o de secreção uretral. Há médicos que pedem o exame que detecta os anticorpos IgA, IgM e IgG contra a clamídia, mas ele não é o mais confiável. O exame mais adequado é o que identifica o DNA da clamídia em secreções vaginais. No caso dos homens, isso pode ser feito pela urina.

Tratamentos

Apenas o médico tem conhecimento para avaliar o caso e propor um tratamento adequado, incluindo o tipo de medicamento e quantas vezes ao dia deverá ser utilizado, portanto siga rigorosamente as indicações, mas a clamídia é tratada com antibióticos específicos, como amoxilina, azitromicina, ciprofloxacino, doxiciclina, eritromicina, minociclina, entre outros.

Recomenda-se que os dois parceiros sejam tratados simultaneamente, mesmo que um deles não apresente os sintomas. Durante o tratamento, é contraindicada a prática sexual.

Pelo fato de a clamídia ter um quadro clínico semelhante ao da gonorreia, o médico geralmente prescreve um tratamento que combate ambas as bactérias.

É importante destacar que o tratamento adequado da doença não impede uma futura contaminação.

Por outro lado, a infecção não tratada adequadamente pode provocar problemas mais sérios, como DIP, prostatite, epididimite, outras DST e, principalmente, a infertilidade.

 

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