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Estimulação Ovariana

Estimulação Ovariana

A estimulação ovariana é um procedimento realizado em técnicas de reprodução assistida para aumentar as chances de sucesso do tratamento. É a primeira etapa da inseminação artificial (IA) e da fertilização in vitro (FIV).

O procedimento, sempre controlado por um médico especialista em fertilidade mediante a prescrição de hormônios específicos, estimula a liberação de uma quantidade maior de óvulos durante o mesmo ciclo e, portanto, a formação e o crescimento de uma grande quantidade de folículos. Esse crescimento é acompanhado por ultrassonografias em série, até que os folículos atinjam a maturidade.

Essa quantidade maior de folículos maduros oferecem mais chances de fertilização nas técnicas de reprodução assistida.

A ovulação natural e a estimulação ovariana

O ciclo menstrual regular da mulher dura cerca de 28 dias. Mas é considerado normal o ciclo 23 e 35 dias.

Na ovulação natural, há diversos folículos recrutados, mas apenas um amadurece liberando o óvulo que poderá ser fecundado. Os ovários, portanto, liberam um folículo por ciclo e cada folículo contém um óvulo em seu interior. Tanto folículo quanto óvulo amadurecem durante o ciclo até ocorrer a ovulação, que é o rompimento do folículo e a liberação do óvulo. Todo esse processo é controlado pelos hormônios da hipófise e dos ovários.

Depois disso, o ciclo segue normalmente até a possível fecundação pelo espermatozoide.

Já a estimulação ovariana é controlada por especialista em reprodução assistida mediante a prescrição de hormônios similares aos secretados durante o ciclo natural, embora em doses maiores. Esses hormônios fazem com que diversos folículos que não teriam seus óvulos amadurecidos se desenvolvam. Isso possibilita que uma quantidade maior de embriões seja formada, o que eleva a chance de gravidez.

Para acompanhar a resposta da paciente aos hormônios, são realizadas ultrassonografias e solicitadas dosagens hormonais. Quando os folículos atingem o tamanho ideal, o médico prescreve o hCG, hormônio que provoca o amadurecimento final do óvulo e, consequentemente, a ovulação.

Para maximizar as chances de gravidez no processo da FIV, inicialmente é realizada a estimulação da ovulação com hormônios para o crescimento dos folículos. O tipo de hormônio e a dose variam de acordo com a paciente. Esse processo visa aumentar a quantidade de óvulos e, consequentemente, de embriões para a implantação. A resposta da estimulação ovariana ao hormônio também é analisada por ultrassonografia e dosagem hormonal (por cerca de 10 a 12 dias).

Possível complicação da estimulação ovariana

A principal complicação da estimulação ovariana é a síndrome de hiperestimulação ovariana, devido à utilização de medicamentos injetáveis, como a gonadotrofina coriônica humana (hCG). Os sintomas mais comuns são inchaço, dor abdominal leve, náuseas, vômitos e diarreia, que permanecem por alguns dias.

Se, no entanto, a gravidez for confirmada, os sintomas podem permanecer por mais tempo, podendo chegar a semanas, uma vez que a gestação mantém os níveis de hCG elevados. Com os cuidados e as técnicas corretas, esta síndrome pode ser totalmente evitada.

 

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