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Barriga de Aluguel

Barriga de Aluguel

Barriga de aluguel é como é popularmente conhecida a técnica de útero de substituição, que pode ser oferecida em clínicas especializadas a casais que tenham um problema que impeça ou contraindique a gestação na doadora genética ou a casais homoafetivos. Assim, trata-se de um procedimento que representa uma alternativa à infertilidade.

Para a realização do procedimento, devem ser obedecidas algumas regras determinadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM):

  • As doadoras temporárias do útero devem pertencer à família de um dos parceiros em parentesco consanguíneo até o quarto grau (primeiro grau – mãe; segundo grau – irmã/avó; terceiro grau – tia; quarto grau – prima), respeitando-se a regra geral de limite de idade de 50 anos. Os casos que não atendam a esses critérios devem ter uma autorização especial do Conselho Regional de Medicina.
  • A doação temporária do útero não pode ter caráter lucrativo ou comercial.

Além disso, alguns documentos e observações precisam acompanhar o prontuário da paciente, também em respeito à lei, como o termo de consentimento livre e esclarecido informado e outros que garantam o cumprimento dos aspectos éticos e legais do procedimento.

E a doadora do útero precisa fazer avaliações clínicas e psicológicas para passar por todo o processo de gravidez e realizar exames para verificar a presença ou ausência de doenças infectocontagiosas.

As chances de gravidez com a técnica de útero de substituição variam bastante, em virtude dos inúmeros fatores envolvidos no processo: de 20% a 50%.

Condições para indicação do útero de substituição

A técnica de útero de substituição está indicada para pacientes que:

  • Não possuem o útero por alguma razão;
  • Possuem o útero, mas apresentam alguma alteração severa na cavidade uterina que dificulta ou inviabiliza a implantação e o desenvolvimento embrionário, como miomas, adenomiose, endometriose, entre outras.
  • Têm doenças com alto risco de morte no decorrer da gestação, como doenças cardíacas, ou malformações uterinas que inviabilizem a gravidez e não possam ser corrigidas por cirurgia.

O procedimento de útero de substituição

A técnica de útero de substituição é realizada de forma semelhante à FIV:

  • Estimulação ovariana: inicialmente, realiza-se a indução da ovulação com hormônios para o crescimento dos folículos. A resposta da estimulação ovariana ao hormônio é analisada por ultrassonografia. A indução se encerra quando a ultrassonografia demonstra que os folículos atingiram o tamanho adequado.
  • Punção em laboratório: a paciente então recebe uma injeção de hCG, que induz a maturação final dos óvulos. Cerca de 36h depois da injeção é realizada a punção folicular sob anestesia, procedimento que dura entre 10 e 15 minutos. No mesmo dia, os espermatozoides do parceiro são coletados e preparados para a fecundação.
  • Fecundação dos óvulos: o processo de fertilização é realizado, de modo geral, pela técnica de Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides (ICSI), em que o espermatozoide é injetado dentro do óvulo. No dia seguinte, observa-se o resultado para confirmar a fecundação.
  • Transferência embrionária: a última etapa é a transferência do embrião ao útero da doadora temporária mediante um cateter guiado por ultrassonografia e após a preparação do endométrio com os hormônios estrogênio e progesterona.

 

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