Transferência de Embriões Congelados

Transferência de Embriões Congelados

A técnica de congelamento de embriões (gametas também podem ser congelados, como os espermatozoides ou óvulos) ou criopreservação, principalmente a chamada vitrificação, é um avanço significativo na área de reprodução assistida e pode ser usada principalmente para dois fins: se o casal deseja manter embriões viáveis para uma gravidez em um momento futuro; e como uma etapa da própria fertilização in vitro (FIV), representando uma alternativa ao método tradicional de transferência de embriões frescos.

Os embriões a serem congelados também podem ser remanescentes de uma FIV, que, devido à indução da ovulação, produz uma quantidade maior de óvulos possíveis de serem utilizados em uma transferência.

Os embriões congelados podem ser utilizados para tentativa de uma nova gravidez sem a necessidade de outro processo de indução ou quando houver a impossibilidade de transferência de embriões frescos.

 

Vitrificação

A vitrificação é um processo de congelamento ultrarrápido de embriões, evitando a formação de cristais de gelo no interior das células. A diferença entre a vitrificação e a técnica tradicional de congelamento é o tempo necessário para resfriar o material. A vitrificação atinge uma temperatura de -196 oC em poucos segundos a , enquanto a tradicional leva cerca de duas a três horas.

 

Estimulação ovariana

Para maximizar as chances de gravidez, no processo da FIV, na maioria das vezes, é realizada inicialmente a indução da ovulação com hormônios para o crescimento dos folículos. O tipo de hormônio e a dose variam de acordo com a paciente. Esse processo visa aumentar a quantidade de óvulos viáveis e, consequentemente, de embriões para a transferência. A resposta da estimulação ovariana ao hormônio é analisada por ultrassonografia e dosagem hormonal por um período aproximado de 10 a 12 dias. A indução se encerra no momento que a ultrassonografia mostra que os folículos atingiram o tamanho adequado para a punção.

 

Punção em laboratório

Quando os folículos atingem as dimensões adequadas, a paciente recebe uma injeção de hCG, que induz a maturação final dos óvulos como acontece naturalmente. Depois de 36h da injeção, é feita a punção folicular, realizada sob anestesia para que a mulher não sinta incômodo. Esse procedimento dura entre 10 e 15 minutos. Com uma agulha fina, o médico aspira o líquido do interior dos folículos, que é analisado em microscópio para a identificação dos óvulos.

 

Fecundação dos óvulos

Após a obtenção dos óvulos maduros, os espermatozoides, coletados no mesmo dia geralmente por meio de masturbação, são preparados. O processo de fertilização pode ser realizado de duas maneiras: pela técnica de Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides (ICSI), em que o espermatozoide é injetado dentro do óvulo, ou pela FIV convencional, em que o óvulo é colocado na placa de cultivo e cercado por espermatozoides. No dia seguinte, observa-se o resultado da técnica para confirmar a fecundação e começo do desenvolvimento embrionário.

 

Cultivo de embriões em laboratório

O cultivo de embriões abrange o período de observação diária do desenvolvimento dos embriões até a transferência ao útero ou até seu congelamento para posterior transferência.

Alguns embriões podem interromper seu desenvolvimento naturalmente ao longo desse período, devido a problemas no processo de divisão celular. Os embriões que sobrevivem são avaliados e os que estiverem em melhores condições são selecionados para possível transferência ou congelamento.

 

Transferência embrionária

A transferência é a introdução dos embriões no útero mediante um cateter guiado por ultrassonografia. Não há necessidade de qualquer tipo de sedação pois o procedimento é totalmente indolor.

Dessa forma, a mulher cumpre inicialmente todas as etapas da FIV. No momento da transferência, os embriões são descongelados, avaliados e preparados para a transferência.

Atualmente, a vitrificação apresenta taxas de sobrevida dos embriões acima de 90%. Isso quer dizer que existe mais de 90% de chance de os embriões resistirem em boas condições ao processo de congelamento e posterior descongelamento.

 

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